Você sabia que a Hipertensão Arterial e a Insuficiência Renal estão intimamente ligadas?

Ambos são a razão e o resultado de problemas renais e podem causar ou piorar a condição.

Com isso em mente, escrevi o seguinte artigo para ajudá-lo a saber mais sobre a relação que existe entre doença renal e pressão alta. Continue lendo e certifique-se de passar por isso!

Hipertensão arterial

A hipertensão arterial sistêmica (HA) é uma das doenças mais frequentes, sendo classificada como um dos principais problemas de saúde pública.

Está entre as doenças crônicas não transmissíveis e de maior impacto na mortalidade e morbidade de toda a população mundial devido a sua ampla distribuição e implicações socioeconômicas.

É uma condição médica de baixo controle por ser uma das doenças com maior percentual de não adesão ao tratamento, apesar das extensas opções terapêuticas existentes no mercado.

É importante que os pacientes pensem nas opções de tratamento, tanto medicamentosas quanto não medicamentosas, como cruciais.

Insuficiência Renal Crônica

A doença renal crônica é caracterizada por dano renal e declínio permanente e irreparável da função renal (tubulares glomerulares, tubulares e relacionadas a hormônios).

Em seu estágio mais avançado (chamado de estágio final da insuficiência renal crônica, também conhecido como estágio final), os rins não são capazes de manter seu ambiente normal.

Os sintomas se desenvolvem lentamente e, nos estágios mais avançados, podem incluir náuseas, vômitos, anorexia, além de fadiga, coceira e diminuição da acuidade visual, desconforto, cãibras, neuropatia periférica, desnutrição e convulsões.

O diagnóstico é determinado pelos resultados dos exames laboratoriais que revelam os marcadores da função renal.

Hipertensão e Doença Renal

Há uma variedade de fatores que contribuem para o desenvolvimento da Doença Renal Crônica (DRC):

  • Hipertensão (HA) aguda e descontrolada;
  • Proteinúria;
  • O uso de drogas nefrotóxicas
  • Obstrução do trato urinário
  • Diabetes melito;
  • Refluxúria no trato urinário.
  • Dieta rica em proteínas;
  • Fumar;
  • Infecções urinárias;
  • Obesidade;
  • dislipidemia;
  • Anemia crônica
  • acidose metabólica;
  • Deficiência de vitamina D;
  • Hiperfosfatemia;
  • Uma condição subjacente ativa.

A hipertensão arterial pode ser classificada em crônica, benigna e maligna.

Sinais não malignos também podem fornecer uma indicação de lesão renal de natureza microvascular, conhecida como nefroesclerose benigna. É a que se caracteriza por arteriosclerose hialina, porém de curso mais lento e menos agressivo, podendo evoluir até a insuficiência renal crônica (IRC).

No estágio maligno pode resultar em nefroangiosclerose devido a arteriolite necrotizante e endarterite.

A nefroesclerose renal hipertensiva (maligna ou benigna) define o número de pacientes com incidência significativa de HA na população geral. Este é o grupo mais significativo de pacientes com disfunção renal, reconhecida em nossa comunidade como a segunda causa de início de hemodiálise após a doença renal diabética.

As evidências sugerem que regular os níveis de pressão arterial (PA) retarda o processo de perda da função renal.

Os mecanismos de progressão renal podem ser alterados e podem se tornar mais agressivos quando você tem HA, o que pode levar a distúrbios do parênquima renal bilaterais e unilaterais.

Essas alterações podem ser retardadas ou mesmo interrompidas com medidas como controle rigoroso da PA, uso de drogas bloqueadoras do sistema renina-angiotensina-aldosterona, exames de parto e exercícios físicos.

Prevalência de Hipertensão

Estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (2018) sugerem o fato de que 10 milhões de brasileiros sofrem pelo menos algum tipo de dano renal em todo o Brasil, mas apenas a maioria deles não é diagnosticada.

A hipertensão arterial pode ser encontrada em uma variedade de distúrbios renais e pode ser a causa de seu mau funcionamento. É a razão mais significativa para a insuficiência renal crônica que é prevalente no Brasil entre os pacientes em diálise de 92.091 em todo o país, 35,2% desenvolveram doenças renais como resultado da pressão arterial elevada.

O diabetes é o segundo colocado no ranking, com 27,5% dos casos de disfunção renal crônica.

A prevalência da hipertensão é aparente, as alterações aumentam gradativamente à medida que a função renal diminui de tal forma que durante a fase final ou dialítica da IRC, a maioria dos pacientes renais é hipertensa.

A IRC com HA é causa de problemas cardíacos, por exemplo, formação de hipertrofia cardíaca e insuficiência cardíaca, além da possibilidade de desenvolvimento de doença arterial coronariana. O risco de morrer aumentou cerca de 60 por cento.

O mecanismo da hipertensão arterial na insuficiência renal crônica

Existem duas razões principais para o surgimento de problemas renais em pacientes que sofrem de hipertensão. A prevalência de PA elevada acompanhada de rigidez das artérias provoca aumento da pressão das arteríolas que suprem os aferentes, o que resulta em hiperperfusão e hiperfiltração glomerular.

Isso ocorre porque o processo de autorregulação no rim é destruído e ocorre a proteinúria.

A glomeruloesclerose isquêmica também pode causar aumento do tamanho do lúmen e diminuição do fluxo sanguíneo glomerular, o que contribui para a perda da função renal.

A perda gradual da capacidade do rim de excretar sódio resulta em um aumento de sódio e volume.

No entanto, outros mecanismos poderiam estar envolvidos, incluindo o aumento da produção de vasoconstritores como a angiotensina II, diminuição de vasodilatadores, como as prostaglandinas, ou alteração no sistema endotelial devido à redução da síntese de Óxido nítrico.

Diagnóstico

O diagnóstico de hipertensão arterial pode ser confirmado pelo aumento constante dos níveis pressóricos acima dos níveis normais, quando a pressão arterial é medida com técnicas e condições adequadas.

Assim, um teste de pressão arterial é o fator mais importante no diagnóstico de hipertensão arterial.

Os valores normais são observados no seguinte:

  • Normal não mais que 120/80 mmHg
  • Elevada: pressão sistólica entre 120 e 129 e diastólica menor que 80
  • Hipertensão estágio I: faixa sistólica de 130-139 ou faixa diastólica entre 80-89
  • Hipertensão Estágio 2: Pressão sistólica no mínimo 140, ou diastólica no mínimo 90 mm Hg.
  • Crises hipertensivas: Sistólica maior que 180 mmHg, ou diastólica maior que 120 milímetros.

Os primeiros testes para verificar a função renal incluem a medição da creatinina e o exame de urina tipo 1.

A creatinina é um produto da degradação das células musculares. É fabricado a uma taxa quase constante.

Se os rins funcionam normalmente, a creatinina é absorvida do sangue e eliminada na urina. Porém, nos casos em que os rins não estão funcionando adequadamente, o nível de creatinina não é eliminado adequadamente (0,5 ou 1,2 mg/dL) e os níveis dela aumentam no sangue, sinalizando que há um problema com a função renal.

A avaliação da função do rim pode ser realizada tomando a taxa de filtro glomerular estimada (eGFR).

O cálculo é feito por meio de fórmulas sugeridas pelas diretrizes internacionais de Nefrologia. Baseia-se em uma pessoa que sofre de DRC que, independentemente da causa, tem pelo menos três meses consecutivos com eGFR inferior a 60ml/min/1,73m2.

Outro método para avaliar é fazer um teste de urina. Isso mostrará evidências de perda de proteína (albumina).

Verifique também se há doença renal usando exames de imagem como ultrassom.

Método de terapia

O tratamento medicamentoso é de grande importância para o controle da HA. O uso de anti-hipertensivos deve ser sincronizado com outras opções de tratamento para manutenção ou início do tratamento se a pressão arterial sistólica for igual ou superior a 20 mmHg, o controle do diabetes e da dislipidemia são medidas importantes.

A melhor maneira de controlar a pressão arterial quando há evidência de DRC deve começar com estratégias dietéticas e outras mudanças no estilo de vida, incluindo redução de peso quando seu Índice de Massa Corporal estiver próximo ou acima de 25 kg/m2 ou manutenção do peso caso o índice caia abaixo 25kg/m2.

Fazer exercícios regularmente (30 minutos por dia todos os dias durante a semana) e reduzir a quantidade de álcool consumido e parar de fumar ajudam a reduzir a pressão arterial. Eles também ajudam a diminuir o risco de doenças cardiovasculares para aqueles que sofrem.

Conclusão

Tanto a Hipertensão Arterial quanto a Doença Renal Crônica estão relacionadas porque a HA está entre as principais causas (causas ou efeitos) de risco para DRC nos Estados Unidos. mais provável de causar insuficiência.

Assim, regular a pressão arterial, assegurar uma alimentação adequada, equilibrada e com baixo teor de sal, evitar maus comportamentos como fumar ou beber álcool, bem como praticar exercício físico regularmente e fazer exames médicos regulares são ações essenciais.

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